Personagens carismáticos, interessantes e normais como todos nós.

Qualquer um que já passou por algum relacionamento amoroso, seja ele longo ou aquele que não passou nem da fase "vamos nos conhecer melhor", vai não só se identificar, como sentirá suas emoções expostas no filme. É uma homenagem aos eternos amores.

O casal se conhece em uma estação de trem. Ela é parisiense e ele é novaiorquino. Logo me veio à lembrança "Brilho eterno de uma mente sem lembrança", onde nossos protagonistas também se encontram pela "primeira vez" na estação de trem ( Se você já viu essa fantástica obra, entenderá por que PRIMEIRA VEZ está entre aspas).

A película foi feita em 2001 e acredito que seu enredo será atemporal, principalmente por se tratar de sentimentos. Quem já teve a sorte de ficar tão feliz a pensar "Eu poderia morrer agora" considero a pessoa mais sortuda do mundo. Isso se relaciona com a mais completa satisfação, a verdadeira satisfação de estar aonde se está e apreciar com quem se está.

Quando Jesse(Ethan Hawke) e Celine(Julie Delpy) estão deitados na grama olhando para as estrelas, ela conta como se sentia em outros momentos: Ela já tinha ido a lugares maravilhosos com pessoas também maravilhosas, onde compartilharam fatos inesquecíveis. Entretanto, se ela fosse honesta consigo, ela não desejaria estar lá, pelo fato de que ninguém ali a entendia ou estava disposto a fazê-lo e, além do mais, nem ela estava feliz com ela mesma. Nós enjoamos de nós mesmos, e por isso chegamos ao ponto de não suportar outras pessoas, não por elas em si, mas por que sabemos exatamente como iremos reagir ao seu redor, e isso cria insatisfação. É apenas por isso, que queremos ter um grande círculo social, pois somos tão incompetentes, que precisamos que terceiros nos estimulem a fazer algo que não seja previsível.

E foi isto, na minha percepção, o que o longa quis demonstrar. Jesse e Celine estavam satisfeitos com eles mesmos, não pelo fato de serem quem eram, mas por se permitirem a viver aquilo juntos. Além do mais, a relação entre eles construída, foi baseada na inclinação de conhecer um ao outro e: quem não gosta de querer falar e saber que não se quer só ser ouvido, como também se quer participar dos delírios e sonhos de terceiros?

Ainda sobre conhecer as pessoas; Jesse observa como alguns casais vão se desgastando e consequentemente se odiando a medida que passam a saber os costumes do parceiro e,assim, conseguem prever cada movimento. Nessa hora, não pude discordar mais! A medida que conheço as pessoas, mas vou gostando delas. Saber como elas irão reagir a determinado fato é um privilégio para mim! Acho que isso forma laços e intimidade e, paradoxalmente, começo a achá-la muito mais interessante. E FOI EXATAMENTE COM ISSO QUE ELA REBATE O ARGUMENTO DE JESSIE.
Ela fala que ao saber todas as suas manias, rotinas e gostos.....Só assim ela saberia que estaria realmente apaixonada e, bom....Eu não poderia concordar mais! Todos nós fazemos isso! Todos temos pessoas que amamos mais e aquelas que são indiferentes para nós. Adivinha de qual das duas que lembramos os detalhes? As histórias? Os gostos? A cor favorita? A piadinha sem graça? Porém, gradualmente vamos confundindo esse fato com costume: "Ah, já estou acostumado com ele". Não, você não está. Você está amando ( não precisa ser no sentido de romântico)

Saí com um amigo na quinta feira ( 26/01) e acho que com isso consigo exemplificar o parágrafo a cima. Tínhamos saído poucas vezes juntos, porém eu prestara atenção em tudo o que ele me contava. Quando saímos novamente, eu já conseguia prever o que ele iria comentar com cada coisa que eu falava. Um exemplo foi quando falei sobre como me comportei em um antigo relacionamento. Logo que terminei, pensei "Ele irá dizer que sou fria, vai achar tudo isso horrível, vai me "zuar" e achar que todas são assim". Bingo!
Isso não uma única vez, mas várias! E a cada momento que eu conseguia "decifrá-lo", mais eu notava em como eu gostava de sua presença. Até por que,cá entre nós, se eu não gostasse eu já teria revirado os olhos e ido embora.
FIM.
ESSA FOI APENAS A PRIMEIRA PARTE, JÁ QUE ESSE FILME É UMA TRILOGIA

OBS: Ótimo vídeo sobre o filme -----> https://www.youtube.com/watch?v=ssVsOYStgYU



  PERTUBADOR. Não há melhor palavra que descreva essa obra. SURPREENDENTE também pode ser usada, mas de um modo peculiar já que esse filme é tudo, menos ordinário.

  O longa inicia com Michèle (a MARAVILHOSA Isabelle Huppert, que aliás está indicada ao Oscar 2017 de melhor atriz), uma executiva de uma empresa de videogames, sendo violentada em sua casa por um misterioso homem encapuzado. A história,então, é desenvolvida a partir desse horrendo fato, mostrando como a protagonista lidará com a invasão de seu corpo e a busca para detectar o invasor.

  E é logo depois da cena de abertura que você já se surpreende! Nos filmes habituais, já podemos esperar uma protagonista fragilizada onde perde a confiança em todos. É de se esperar que sua vida sexual não seja a mesma e qualquer insinuação ao sexo já provocaria ojeriza e traria à tona a lembrança do estupro. Entretanto, é nesse ponto que tudo começa a ser ímpar. Michèle não é qualquer mulher, é a nossa bitch favorita. O sexo para ela é levado como diversão, sendo que nos faz pensar que o traumático acontecimento não passou de um simples crime, onde nem ir a polícia ela queria.


  Esse é um fato interessante. Foi o único aspecto previsível que eu achei, pois,NO INÍCIO pensei que Michèle estaria com vergonha de se reportar a polícia devido a seu status e poder. Como aqui nada é simplório, no desenrolar notamos que há motivos muito bem claros para isso- seu pai está em julgamento para liberdade de uma série de assassinatos cometidos, onde ela, na sua inocência juvenil o teria ajudado. O mais interessante, é que essa mulher não faz quase nada para agradar os que estão ao seu redor. Por exemplo:
   1) Michèle não irá à polícia, pois acha que o caso de estupro pode atrapalhar o julgamento de seu pai? NÃO. Ela não vai por que não quer chamar atenção novamente e isso é valorizado mais do que qualquer outro fato.
   2) Ela conta abertamente em um jantar com amigos que ela foi estuprada. Se ela teve alguma vergonha ou medo de alguém julgá-la? Não. Ela só quer compartilhar e contar a alguém para se sentir melhor. Simples assim.
   3) Ela deixa isso abalar sua vida sexual? NÃO. Ela continua querendo se divertir.
   4) Ela desconta a dor psicológica do estupro em alguém ou em algum fato da sua vida? No filho, no ex marido, na amiga? NÃO. Ela prefere guardar para si mesma.
   5) Ela se vê como vítima? SIM e por esse motivo, começa a praticar aulas de tiro e compra um pequeno machado, junto com um spray de pimenta.

  Estamos aqui falando de uma mulher extremamente forte e dona de si. Fiquei 80% do filme me perguntando mentalmente "Como é que ela consegue?" e nesse ponto, notei que a fragilizada era eu que estava desgastada psicologicamente desde a primeira cena. Passei a maior parte do tempo indagando em como esse filme era grotesco. A sensação de mal estar e completo desconforto com a maneira de Michèle lidar com a situação só me mostrou uma coisa: QUE OBRA MARAVILHOSA.
É tão comum a indústria colocar a mulher de forma fraca e sensível que me peguei julgando-a por ser forte e resiliente. Eu a descrevia como "uma mulher louca, impossível de se encontrar na realidade. Não tem um pingo de verossimilhança", quando ela era exatamente o oposto.


  Se o longa consegue fazer com que você se transporte para o enredo, de forma que você conviva com o personagem e o sinta, ele já está realizando algumas de suas funções: escapismo e introspecção. Mesmo assistindo sozinha, me peguei envergonhada junto com a protagonista quando esta recebe um vídeo montado, onde ela também é violentada. Não só me coloquei em seu lugar como mulher,mas como vítima, e uma sensação de raiva divida espaço quando notei que não teria como punir alguém de imediato- Sabe quando não há ninguém para por a culpa, e exatamente por isso você descarrega no primeiro que passa? Eu, mera mortal, reagiria dessa forma, porém Michèle segue em frente, investiga o caso e descobre o culpado. O que ela faz? Apenas tenta verificar se esse funcionário foi o mesmo que a violentou. Vendo que suas suspeitas estavam incorretas, ela apenas segue com sua vida.

Melhor exemplo de "move on" e força.


FIM.

  Lembrando que isso são apenas devaneios, sem nenhum embasamento profissional, apenas meu ponto de vista.








"WHERE'S THE FUCKING MONEY?". Essa foi a frase mais marcante e hilária de todo o filme. Sempre - acreditem, sempre!- quis parar um estranho na rua, fazer-lhe essa pergunta e esperar pela resposta; exatamente como Dell sugere. Para uma pessoa extremamente introvertida como eu, isso seria o desafio de uma vida inteira, porém valeria a audácia e coragem necessária para fazê-lo.

O que me fez querer assistir ao filme foi o seu poster. O formato das letras, o tom, a forma dos atores, as árvores ao fundo; achei tudo muito cativante e bonito.Logo em seguida, fui ler a sinopse e vi algo sobre "universo paralelo"; fiquei animada por se tratar desse gênero e por ter romance envolvido - (meio parecido com A origem, apesar de que ali era sonho,né? Bom...mas não deixa de ser universo paralelo. Não, ali é dentro do sonhos das pessoas...isso não é universo). ENFIM. Fiquei esperando a parte do universo paralelo até o final. Talvez não tenha entendido o filme...

 Durante conversas com minha amiga, recordo-me que ela acharia melhor que o filme expusesse um motivo ecológico para viagem de 5000 passageiros,entretanto foi o aspecto que mais gostei. Filmes como Tomorrow Land, que quase apontam o dedo na sua cara dizendo "você não pode fazer isso. Tá vendo o que você fez? mimimi", já passaram da conta; não por seu tema, mas pela raza forma que é abordado, apresentando diversos aspectos vastamente conhecidos pelo público, sem aprofundá-los. Passageiros não faz isso, pelo contrário, o motivo pelo qual eles estão ali é quase insignificante, pois o que é debatido no filme é a solidão e egoísmo humano que são perfeitamente resumidos no diálogo entre Jim e Gus, onde este tenta achar um motivo para Jim ter acordado Aurora e, mesmo Gus sabendo dos motivos fala: "Still....DAMN"

  Outro aspecto que gostei foi relacionado ao empowerment das protagonistas atualmente. O que muitas das vezes vejo, acaba sendo algo forçado, sem construção, sem argumentos para tornar a protagonista forte e/ou destemida...ela apenas é. Acho muito difícil alguém simplesmnte ser, acredito que há um motivo por trás de toda nossa personalidade. VOLTANDO AO ASSUNTO, nesse filme eu vi um auxílio mútuo, um verdadeiro companherismo quando Jim se sacrifica por Aurora e essa o salva; não simplesmente uma forçada cena em que " a mulher salva o homem por que precisamos mais disso no cinema". NÃO! Precisamos é de uma troca, de um apoio entre os dois lados; e nisso esse filme acertou.

  FIM DA PARTE 2

Talvez pelo fato de não estar tão inspirada, esse post tornou-se uma pequena nota.

 

  Quando se mantém uma baixa expectativa sobre algo, a chance de ser impressionado é multiplicada. Foi o que aconteceu comigo até a segunda parte de "Passageiros", onde esperava um filme raso que basearia sua bilheteira nos populares atores escalados, sem muito o que se comentar e/ou debater.
  Em minha mente, o organizei em três partes: A primeira, onde a história do protagonista(Jim) é apresentada junto com o seu contexto. A segunda, o desenvolvimento da relação entre Aurora e Jim e, finalmente, a terceira: a descoberta das falhas no sistema e suas eventuais consequências.


   Logo a primeira coisa que notei quando Jim desperta da sua hibernação, foi o fato dele, imediatamente, conseguir andar. Ele ficou 30 anos sem se movimentar, como isso seria possível? Recordo que em "Kill Bill", Beatrix fica meses em coma e para fugir do hospital ela se rasteja e fica horas tentando mexer o dedão do pé, no famoso carro "Pussy Wagon". Entretanto, um amigo meu observou que a câmara onde o Jim estava foi construída para estimulá-lo enquanto hibernava. (Eu não sei aonde eu estava nessa parte do filme, por que eu não entendi nada disso.)

   Não sei se estou delirando muito,mas pelo trailer, já sabia que Aurora iria despertar, portanto logo que vi Jim acordar e ficar extremamente solitário na nave me  lembrei da passagem bíblica de Adão e Eva, onde Eva é criada por Deus,pois Adão estaria se sentindo muito solitário. Para mim, logo nos minutos iniciais, o filme seria a versão "2.0" dessa passagem, porém quem cria a companheira de Adão é o próprio Adão, representando a total independência do ser humano e seu desenvolvimento. Não acredito nisso,entretanto foi apenas uma forma de interpretação.

   Outra coisa que me chamou muita atenção, foi a conversa entre o robô-barman e Jim. Vi nitidamente as falas de "O clube da luta" naquela conversa, quando Jim começa a se lamentar sobre o que poderia ter acontecido- ele acordar 90 anos depois na nova colônia,sem ter que passar por tudo isso. Na mesma hora, o barman fala algo relacionado à "Por que pensar no que poderia ter acontecido? Isso retira o prazer e a totalidade do presente. Por que focar naquilo que não se pode controlar?" . Na mesma hora lembrei de " STOP TO CONTROL EVERYTHING AND JUST LET IT GO. LET IT GO!"- Clube da Luta


   Agora vamos para quando Jim fica no impasse de acordar Aurora:  Adorei todas as cenas relacionadas a incerteza do seu pensamento. A trilha sonora, aliás contribuiu muito bem para isso! Porém, se no trailer não mostrasse que Aurora acordava, teria ficado ótimo!  Eu senti a tensão da dúvida,mesmo sabendo que ele iria mexer naquela cápsula,imagina se não tivesse mostrado no trailer? Era mais fácil eu não ter visto...

    Segunda parte: Aurora acorda. Jim não está mais sozinho. Está óbvio que algo irá surgir entre eles, porém como? Gostei demais do desenvolvimento do casal. Os atores tem uma boa química,parecia real... Tão real que eu ficava com uma pena do Jim toda vez que eu lembrava que ele a acordara...E de alguma forma isso iria explodir.

        Parte 1 acaba por aqui.
        Lembrando que isso são apenas devaneios, sem nenhum embasamento profissional, apenas meu ponto de vista.
   
 
Copyright © 2015 .
Distributed By Gooyaabi Templates