Passageiros PARTE 1
Posted by Unknown
Posted on 22:06
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Quando se mantém uma baixa expectativa sobre algo, a chance de ser impressionado é multiplicada. Foi o que aconteceu comigo até a segunda parte de "Passageiros", onde esperava um filme raso que basearia sua bilheteira nos populares atores escalados, sem muito o que se comentar e/ou debater.
Em minha mente, o organizei em três partes: A primeira, onde a história do protagonista(Jim) é apresentada junto com o seu contexto. A segunda, o desenvolvimento da relação entre Aurora e Jim e, finalmente, a terceira: a descoberta das falhas no sistema e suas eventuais consequências.
Logo a primeira coisa que notei quando Jim desperta da sua hibernação, foi o fato dele, imediatamente, conseguir andar. Ele ficou 30 anos sem se movimentar, como isso seria possível? Recordo que em "Kill Bill", Beatrix fica meses em coma e para fugir do hospital ela se rasteja e fica horas tentando mexer o dedão do pé, no famoso carro "Pussy Wagon". Entretanto, um amigo meu observou que a câmara onde o Jim estava foi construída para estimulá-lo enquanto hibernava. (Eu não sei aonde eu estava nessa parte do filme, por que eu não entendi nada disso.)
Não sei se estou delirando muito,mas pelo trailer, já sabia que Aurora iria despertar, portanto logo que vi Jim acordar e ficar extremamente solitário na nave me lembrei da passagem bíblica de Adão e Eva, onde Eva é criada por Deus,pois Adão estaria se sentindo muito solitário. Para mim, logo nos minutos iniciais, o filme seria a versão "2.0" dessa passagem, porém quem cria a companheira de Adão é o próprio Adão, representando a total independência do ser humano e seu desenvolvimento. Não acredito nisso,entretanto foi apenas uma forma de interpretação.
Outra coisa que me chamou muita atenção, foi a conversa entre o robô-barman e Jim. Vi nitidamente as falas de "O clube da luta" naquela conversa, quando Jim começa a se lamentar sobre o que poderia ter acontecido- ele acordar 90 anos depois na nova colônia,sem ter que passar por tudo isso. Na mesma hora, o barman fala algo relacionado à "Por que pensar no que poderia ter acontecido? Isso retira o prazer e a totalidade do presente. Por que focar naquilo que não se pode controlar?" . Na mesma hora lembrei de " STOP TO CONTROL EVERYTHING AND JUST LET IT GO. LET IT GO!"- Clube da Luta
Agora vamos para quando Jim fica no impasse de acordar Aurora: Adorei todas as cenas relacionadas a incerteza do seu pensamento. A trilha sonora, aliás contribuiu muito bem para isso! Porém, se no trailer não mostrasse que Aurora acordava, teria ficado ótimo! Eu senti a tensão da dúvida,mesmo sabendo que ele iria mexer naquela cápsula,imagina se não tivesse mostrado no trailer? Era mais fácil eu não ter visto...
Segunda parte: Aurora acorda. Jim não está mais sozinho. Está óbvio que algo irá surgir entre eles, porém como? Gostei demais do desenvolvimento do casal. Os atores tem uma boa química,parecia real... Tão real que eu ficava com uma pena do Jim toda vez que eu lembrava que ele a acordara...E de alguma forma isso iria explodir.
Em minha mente, o organizei em três partes: A primeira, onde a história do protagonista(Jim) é apresentada junto com o seu contexto. A segunda, o desenvolvimento da relação entre Aurora e Jim e, finalmente, a terceira: a descoberta das falhas no sistema e suas eventuais consequências.
Logo a primeira coisa que notei quando Jim desperta da sua hibernação, foi o fato dele, imediatamente, conseguir andar. Ele ficou 30 anos sem se movimentar, como isso seria possível? Recordo que em "Kill Bill", Beatrix fica meses em coma e para fugir do hospital ela se rasteja e fica horas tentando mexer o dedão do pé, no famoso carro "Pussy Wagon". Entretanto, um amigo meu observou que a câmara onde o Jim estava foi construída para estimulá-lo enquanto hibernava. (Eu não sei aonde eu estava nessa parte do filme, por que eu não entendi nada disso.)
Não sei se estou delirando muito,mas pelo trailer, já sabia que Aurora iria despertar, portanto logo que vi Jim acordar e ficar extremamente solitário na nave me lembrei da passagem bíblica de Adão e Eva, onde Eva é criada por Deus,pois Adão estaria se sentindo muito solitário. Para mim, logo nos minutos iniciais, o filme seria a versão "2.0" dessa passagem, porém quem cria a companheira de Adão é o próprio Adão, representando a total independência do ser humano e seu desenvolvimento. Não acredito nisso,entretanto foi apenas uma forma de interpretação.
Outra coisa que me chamou muita atenção, foi a conversa entre o robô-barman e Jim. Vi nitidamente as falas de "O clube da luta" naquela conversa, quando Jim começa a se lamentar sobre o que poderia ter acontecido- ele acordar 90 anos depois na nova colônia,sem ter que passar por tudo isso. Na mesma hora, o barman fala algo relacionado à "Por que pensar no que poderia ter acontecido? Isso retira o prazer e a totalidade do presente. Por que focar naquilo que não se pode controlar?" . Na mesma hora lembrei de " STOP TO CONTROL EVERYTHING AND JUST LET IT GO. LET IT GO!"- Clube da Luta
Agora vamos para quando Jim fica no impasse de acordar Aurora: Adorei todas as cenas relacionadas a incerteza do seu pensamento. A trilha sonora, aliás contribuiu muito bem para isso! Porém, se no trailer não mostrasse que Aurora acordava, teria ficado ótimo! Eu senti a tensão da dúvida,mesmo sabendo que ele iria mexer naquela cápsula,imagina se não tivesse mostrado no trailer? Era mais fácil eu não ter visto...
Segunda parte: Aurora acorda. Jim não está mais sozinho. Está óbvio que algo irá surgir entre eles, porém como? Gostei demais do desenvolvimento do casal. Os atores tem uma boa química,parecia real... Tão real que eu ficava com uma pena do Jim toda vez que eu lembrava que ele a acordara...E de alguma forma isso iria explodir.
Parte 1 acaba por aqui.
Lembrando que isso são apenas devaneios, sem nenhum embasamento profissional, apenas meu ponto de vista.
Lembrando que isso são apenas devaneios, sem nenhum embasamento profissional, apenas meu ponto de vista.
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Ficção científica

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